28.06.2008
O silêncio entre as palavras
Pensamento do dia:
Às vezes não sei onde pertenço!
Momento X:
Festival Med...:P Estar com amigos, um bocadinho com uns, outros com outros e ainda outro com outros. O cansaço baixou-me o astral, mas soube bem na mesma. E há tanto tempo que não me deitava com o dia a raiar lá fora!
Ler p'ra saborear:
"Tu disseste, mais tarde ou mais cedo deixaremos de falar com as palavras e os gestos. Neste mistério que somos parecerão inúteis. É para ai que vamos. E eu disse, as palavras sequestram tudo o que apanham, são ciumentas, irrompem por debaixo onde habita o silêncio que as sustém. É para ai que vamos.
(...)Ficaram só as palavras em frases incompletas, fragmentos de vozes alteradas, atadas umas às outras e depois largadas.
A verdade era o silêncio, o que fica entre as palavras. Talvez fosse isso que quiséssemos.
(...)
O que importa é o imprevisível, disseste tu, Sofia. O que importa é a probabilidade do que pode acontecer e acontece sem aviso. O previsivel aborrece mortalmente. Sem nada acontecer não se percebe nada. Mas o que acontece não se deixa ver pelo simples movimento dos corpos. É sempre preciso uma história.
Os corpos enganam muito. Só servem para enganar, dissemos ao mesmo tempo e rimos. (...)" - «Casa comigo em Agosto» in Os corações também se gastam
23:45 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
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