25.06.2008

Verdades incolores

Pensamento do dia:

"O que queremos dizer nunca é o que querem ouvir, o que é pena. Muitas vezes, a verdade é distorcida por delicadeza." - in Não me contes o fim

Momento X:

Gosto do Festival Med: ver pessoas, amigos, conhecidos, desconhecidos, pessoas...Muitas, contentes a maioria, a aproveitar o espirito e o calor da noite que se espalha nas ruas antigas desta cidade que adoro. Pessoas que vivem estas ruas e as aproveitam, resuscitando-as da morte dos outros dias em que ninguém se lembrou delas. ´Sinto-me assim, como estas ruas, viva e resuscitada, quando rodeada de tantas pessoas, sorrisos e calor, especialmemnte o humano!=)

 

Ler p'ra pensar: [Neste caso, com sentido de humor=P]

"Não sei se os homens pensam nisso, sempre que uma mulher os excita e a abraçam. Mas, a nós, o fantasma da fecundação não nos dá tréguas. Durante o coito, por mais de uma vez, esse risco temido ou desejado cruza a nossa mente como uma vertigem de medo, fantasia e expiação. E há sempre um momento de consciência, de vigilia, de pânico, em que nos ocorre a frase «É bom, mas tem o preço de uma vida».
O espectro seria o mesmo, nos homens? Ou limitá-lo-iam à eventualidade de um contágio ou de um sarilho? Não, nos homems não pode ser tão grave. Para eles, ser pai é uma emoção, uma responsabilidade e um encargo. Ser mãe é muito diferente. É encher o corpo como um balão até à imobilidade, durante nove meses, e uma dedicação insone para o resto da vida.
Talvez por isso a mestruação tenha uma representação facetada no nosso espírito: uma de alívio, quando aparece para nos despitar uma gravidez; outra de incómodo, quando trava, desfalca ou interdita uma sessão de sexo, sadia e merecida; e outra ainda de melancolia e frustração, quando sublinha exactamente o contrário: a gravidez gorada ou a esterilidade.
tpm
Por outro lado, saberiam eles o que significa falar e sorrir, seduzir ou trabalhar, discutir, cozinhar, comer, dançar ou arredar um móvel jorrando sangue continuamente e ter que proceder como se nada fosse, naturalmente? Viver em permanente hemorragia, com um penso ensopado entre as pernas ou um cilindro espetado na vagina, e ter de mudá-los seis vezes ao dia no lavabo sujo de uma estação de comboios, num bar de praia, num restaurante , num avião, num barco, num acampamento, numa excursão de camioneta ou numa prova desportiva? E tudo isto desde os treze anos, durante quarenta, todos os meses ao longo de cinco dias?" - in Não me contes o fim

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