24.06.2008
Olhar é diferente de ver

Pensamento do dia:
É fácil estar do lado que nos é mais próximo e esquecer a razão. Também, que tantas vezes tento ser imparcial e ver com clareza, nem sempre o consigo.
Momento X:
Uma conversa que não houve... Desisto! Ou melhor, talvez nem seja desistir, mas apenas a constatação de que as coisas nem sempre são como pensamos ou gostariamos!
Ler p'ra pensar:
"A verdade é que ninguém sabia ao certo o que acontecera, mais uma vez, e dei comigo a associar aquela incógnita perturbadora às muitas perplexidades que experimentamos na vida, todos os dias, não tão aparatosas ou avassaladoras como aquela, mas igualmente irresolúvies: o que pensa o outro, porque reage assim, que segredos esconde. Todos os dias adormecemos com a dúvida e acordamos sem a consulação de uma resposta que nos serene o espírito. Andamos na vida a tactear como cegos, agarrados às paredes periclitantes da intuição e à frágil bengala do conhecimento, esbarrando na ambiguidade das coisas e tombando constantemente. A vida é feita de suposições e ganha quem melhor se saiba orientar nas trevas da oncerteza. Na realidade, todo o humano aceita o enigma da vida com relativo desportivismo, apesar de transcender as suas capacidades. Mas não estaria nessa dificuldade, sobretudo, o interesse da vida?
Os misticos procuram o Graal, os cientistas a evidência, os filósofos Deus ou Verdade nas montanhas ou no coração das pessoas; mas são as perguntas e não as respostas que lhes enchem os dias de vida, de energia, de esperança. Existiria alguma explicação, humana, que esgotasse a verdade? E quantas verdades se escondiam numa só? Não seria o infinito, mais do que uma noção cósmica ou abstrata do universo ou da vida, a unica chave possivel? As coisas não têm fim e, muito menos, uma aclaraçãio que possa alguma vez sossegar a curiosidade do homem. A própria curiosidade não tem fim." - in Não me contes o fim
23:50 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
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