25.11.2005
A arte de representar
No outro dia fui ao teatro…na verdade foi no sábado, há quase uma semana, mas a falta de tempo só me permitiu que escrevesse agora.
Fui ver Os Persas, de Ésquilo, um dos três grandes escritores de tragédias gregas (afinal, até se aprende alguma coisas nas aulas de Literatura – História da Literatura e das Culturas).
Bem, mas não é para falar de Ésquilo e de tragédias gregas que estou a escrever, mas sim para falar da arte de representar em si.
O teatro é algo que desde sempre me fascinou! Ainda me lembro das minhas tentativas de organizar a minha turma da escola primária para fazermos teatrinhos para as festas…tentativas sempre frustradas, pois nem todos tinham a minha motivação.
São poucas as vezes que tive a oportunidade de ver representar ao vivo…aliás, resume-se a apenas duas. Esta, em que fui ver Os Persas, e outra, quando tive o prazer de me deliciar com My Fair Lady, de Filipe La Féria.
Contudo, apesar de terem sido poucas as oportunidades de ver teatro ao vivo, esta é uma arte que me fascina imenso!…é difícil encontrar algo que me deixe simplesmente boquiaberta, encantada por completo… Não estou a falar de alguma peça em especial, mas sim da arte… A arte que é simplesmente linda!
Por vezes, quando surge mais um dos vários castings que aparecem e a ele correm centenas de pessoas, talvez pensemos: “Pois, agora toda a gente quer aparecer na televisão, todos querem ser actores...! É o mais fácil!”.
No entanto, talvez não seja assim tão fácil… E, se pensarmos bem, quem não gostaria de fazer parte de algo tão belo, tão deslumbrante como o teatro?
Quem não sonhou já ser actor? Ou pelo menos de experimentar essa arte?
Quem não gostaria de ter em si, o dom de se transformar, transformando-se naquilo que não é, dando ao publico as delícias que o imaginário nos proporciona?
Desde pequena que sempre sonhei em fazer parte desse “espectáculo”…Não digo ser actriz…mas ter a experiência… tentar…saber se ou capaz. =P
A experiência que já tive na área não foi muita, resume-se a um papel, que fiz no 12ºano, em que fazia de um pai, bêbado… (dispenso graçolas =P=P=P)
Se gostei de fazer esse papel?...Adorei!!! Se o fiz bem, se tenho ou não jeito?...Não faço ideia…Não tive a oportunidade de me ver a representar, pois não foi filmado, e também ninguém mo disse, mas…dei o meu melhor…=)) E ficará sempre guardado na minha memória!!!
Tudo isto para dizer que… a arte de representar é mesmo linda!!!
Parabéns e Obrigada a todos aqueles que tem o dom de a saber fazer e de não a deixar morrer!!!
=) ***
23:07 Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail
15.11.2005
Somos o reflexo do que não existe!
No fim de semana vi uma peça que falava da exposição «Hardware + Software = Burros», que tem por base um conjunto de fotografias do antigo director de arte da Benetton, Oliviero Toscani.
Até aqui nada de mais…contudo, a determina altura, este ilustre senhor, ao responder a pergunta relativamente ao que tornaria os burros tão bonitos, ele responde qualquer coisa do género (não tirei notas, por isso não posso precisar as palavras) de que os burros são belos porque são como são, são eles mesmos, e não se envergonham dakilo que são. Rematou dizendo que os burros não precisam de se vestir para se sentirem bonitos (…), e que as raparigas hoje em dia são todas iguais…
Achei o discurso um pouco revoltado! Revoltado com aquilo que nos tornámos nos dias de hoje… Mas uma revolta agradável e bastante saudável, quanto a mim.
Não terá ele razão? Não nos deveríamos revoltar todos?
Olhamos à volta e o que vemos…? Um bando de jovens que não é mais que um reflexo da moda. Uma moda que nada transmite do que realmente algum de nós é…uma moda que todos vestem mas ninguém “sente”, pois já poucos são aquilo que vestem…poucos são os que se reflectem no seu aspecto, na sua imagem...e até, por vezes, naquilo que dizem pensar e acreditar...
Queremos conhecer alguém…? Então é melhor pôr de lado o seu aspecto, pois ele apenas mostrará mais um ser igual a todos os outros…
Será que nos sentimos melhor assim…espelhados numa sociedade que não emite o nosso reflexo? Uma sociedade em que nenhuma diferença faz a nossa presença (ou ausência), pois somos apenas mais uma gota de chuva que cai no meio de tantas outras…
Pergunto-me porquê...e a única conclusão a que chego é que hoje em dia o importante não é valorizar a diferença, aquilo que faz de nós o que realmente somos, mas sim reprimi-la, para que possamos ser aceites…para não sermos alvo de crítica ou exclusão. Para nos podermos sentir “normais”…num mundo em que tudo é tão normal, que desejamos encontrar algo/alguém que fuja ao padrão. Algo/alguém, que irá com certeza ser criticado, mas que no fundo, no mais íntimo de nós, aquele íntimo que não ousamos revelar e que é o único sitio onde somos realmente nós mesmo, admiramos.
Porque não deixarmos de espelhar aquilo que não existe, e passar a reflectir as diferenças que torça cada ser humano único?
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00:17 Permalink | Comentários (9) | Enviar por e-mail
07.11.2005
Num vazio cheio de pensamentos...
Hoje não sei como estou…
Não estou feliz..
Nem estou triste…
Apenas estou…
Não consigo pensar em nada apesar de nada mais fazer a não ser pensar…
… O que dá para perceber na quantidade de reticencias…
Talvez por isso esteja a escrever…
Tento quebrar este silêncio que me invade e que é já habitual, com o som da música e das teclas…mas ele permanece…
Insistentemente…afogando me neste vazio cheio de pensamentos.
Não costumo escrever sobre mim…mas sim sobre o que penso ou sinto em relação a alguma coisa especifica…
Bem…hoje vou escrever sobre mim…
Mas talvez não fuja a regra, afinal é possível que escreva sobre o que penso sem querer e sinto sem saber…
Enquanto me afogo neste vazio de pensamentos, apercebo me de que talvez agora esteja, numa nova fase, que surgiu gradualmente (e não de forma radical) da minha vida.
O meu horário está bastante completo, o que me deixa pouco tempo para respirar… Mas não me queixo, escolhi assim e estou feliz por isso… Mas ao mesmo tempo sinto a inevitável falta de capacidade para assumir todos os compromisso s a que me propus…
Quero concretiza-los e dar todo o meu melhor nisso, mas sinto que a qualquer momento vou falhar, vou cair por terra…
Mas não é a queda em si que me assusta… pois o que há de mrlho numa queda, é o facto de ganharmos força e aprendermos a levantar nos… O que me assusta é o facto de algo/alguém, depender (de algum modo) desse meu compromisso…
Sinto me a criança que quer ajudar a mãe com as compras, e quando a mãe lhe entrega o saco das compras, não tem força para carregar o peso da responsabilidade que existe dentro dele…
Enfim…resta me agora, esperar (e acreditar) que a criança, a cada passo, ganhe força e aprenda a melhor forma de carregar o saco.
(E pensar que um dia a insegurança já esteva sozinha…ao menos agora faz-se acompanhar pela esperança!=P)
PS1:Atenção, não me estou a queixar!!! Até porque fui eu que escolhi que assim seja, só temo não ser capaz!!!
PS2: Para quem não sabe, (e estiver interessado)…neste momento tento repartir o meu tempo semanal entre:
Aulas (claro!!!), e tudo o que isso implica;
2 horas (separadas) a dar e apoiar catequese (1º e 8ºano, respectivamente), assim como a sua reunião de preparação;
2 horas semanais de treino (desportivo);
Ensaio e actuação (ou actuações, conforme);
…Eu mesma…
E claro, o mais importante, os Amigos!, aqueles que merecem sempre mais do que realmente recebem… (Desculpem!!!)
NOTA (sem importância): Sabem qual é a pior coisa de se escreve blogs...?
É quanto acabas de escrever um posto, que nem te apetece reler, e esta porcaria apaga tudo....grrrrr!!!
13:17 Permalink | Comentários (6) | Enviar por e-mail