25.10.2005
Quem conta um conto...
Quando ela se sentava perto da lareira eu ia logo ter com ela, já não precisava de me chamar, como antes.
Sentava-me em frente dela, tao perto que lhe podia "ler" os olhos e a "alma".
Quando começava a falar, a contar mais um dos tantos contos que ela conhecia, seus olhos brilhavam. Via-se que gostava de os contar. Mas só os contava a mim, eu era a sua única ouvinte, e orgulhava-me muito disso. Era como se ela me contasse um segredo e mais ninguém pudesse saber.
Começava então a contar o conto "Era uma vez...", suas palavras soavam a música, à música mais bela, mais oura, mais suave. Era um conto simples, mas belo, como todos os outros.
A maneira suave e como ela me contava a sua história, o seu conto, era delicada, cheia de amor, e emocionava até a pessoa mais fria. Mais ninguém o conseguir contar de uma forma tão maravilhosa como aquela. Sim! É verdade, apenas ela os sabia tornar tão belos.
Mais tarde deixei de os ouvir, ela já não se sentava a lareira, ela já não estava lá.
Fui crescendo, um pouco infeliz sem os contos que me deixavam feliz quando estava triste, que me deixavajm bem com a vida quando estava feliz.Cresci, tornei-me adulta, fui esqucendo as coisas belas que outrora ela me contou.
Tornei-me avó, tal como ela era, mas sentia que havia algo que eu queria dar aos meus netos, mas não conseguia perceber o quê.
Até que um dia, voltei a ser criança outra vez, voltei a ouvi-la, voltei a ouvir a música das suas palavras.
Acordei...foi num sonho que voltei a ser criança, apenas num sonho. Mas foi o suficiente...percebi o que faltava dar aos meus netos. Faltava a paz que os contos da minha avó me transmitiam quando eu era criança.
Alteraram-se os papeis, agora era eu a avó, e os meus netos as crianças que corriam para a lareira, que se sentavam "tão perto" que me liam a alma, que ouviam a núsica dos contos que outrora eu ouvira da minha querida avó.
Também eu emocionava o coração mais frio, também eu lhes contava um segredo. Também eles se sentiam, provavelmente, orgulhosos por serem os meus únicos ouvintes... Também eles, um dia, irão ser os avôs que, fazendo soar a música, vão contar o "segredo" aos seus netos...
*À falta de melhor, deixo aqui um texto que encontrei cá por casa...
Gosto dele...não está nenhuma obra de arte, mas gosto dele! Talvez porque ainda me faz sonhar um bocadinho, tal como fazia quando o escrevi, à pouco mais de 4 anos.
(O tema da aula quando a professora mandou escrever isto era "Quem conta um conto, acrescenta um ponto.", mas como não vi a segunda parte da frase, saiu algo que não tem muito a ver...LOLOL)
PS - Não tenho tido muita inspiração...mas...aceitam-se sugestões!!!:D
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10:29 Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
13.10.2005
...divagação...
As aulas começaram! E com elas os belos dos trabalhinhos...E eu como aluna aplicada que sou (cof cof) até os faço a duplicar...LOLOL
Isto é o que dá...em vez de fazer o que é suposto ponho-me a divagar...=P e depois...há que voltar a fazer o trabalhito!...:P
Bem, passo a explicar...tinha como trabalho comentar uma entre muitas frases... pois, li as frases e até gostei de algumas...escolhi uma...e pronto, pus me a divagar! E como era para comentar e não para divaga, lá tive de recambiar o trabalho antes que fosse visto pela "stora". Mas como já ta escrito...deixo-o aqui, para que pelo menos seja lido.
E como bela divulgação que é...não podia ser pouco extensa, não é verdade?!...(tenham coragem, =P*)
Muitas vezes, olhamos para as páginas de um livro e não vemos mais que um amontoado de letras, que se conjugam entre si, em cima de uma folha de papel branco. Formam palavras e mais palavras que nos querem dizer algo, mas que evitamos ler para não ter de as compreender. Algumas são mais convincentes e lá nos deixamos levar por elas. Pegamos no livro e levamo-lo connosco, com a intenção de passar um bom momento a desfrutar da paz que a leitura nos dá. Mal nos apercebemos que, na maioria das vezes, não somos nós que escolhemos esse livro que carregamos, mas sim o contrário. É ele que, do fundo das suas páginas, sussurra o nosso nome. Chama por nós e pede para que o levemos connosco, pois cada uma das suas palavras tem algo a dizer-nos, a todos nós, e a cada um de nós em especial.
Finalmente demos tempo àquele mísero livro que pouca atenção teve nos últimos tempos. Todos os dias, do cimo da mesa-de-cabeceira, ele chamou por nós, acenou-nos com todas as suas forças, olhou-nos…Todos os dias olhámos para ele, para, no instante seguinte, desviarmos o olhar e pensarmos em tudo o que havia para fazer: - “ Não, não tenho tempo para ler…leio depois…” – pensamos. E o depois vai-se arrastando.
Quando finalmente nos deixamos envolver em tudo aquilo que aquelas palavras nos dizem, sem que demos conta, perdemos a total noção do tempo, desse tempo que passamos a vida a tentar controlar, ignorando que é ele que nos controla a nós. E então sonhamos. Cada personagem ganha vida e entra no nosso sonho, um sonho mais real do que queremos acreditar, do que gostaríamos (às vezes)… Personagens que, sem sabermos bem porquê, são-nos tão familiares que as sentimos como se fossemos nós mesmo, como se fossemos nós as personagens que vivem aquelas histórias.
E será que não somos? Talvez todas essas personagens tenham um bocadinho de nós. Afinal, todas elas choram, riem, esperam, desesperam…vivem! Vivem cada dia na esperança do seguinte…tal como nós!
A determinada altura o João e a Maria deixam de ser duas personagens fictícias e passam a ser o João e a Maria que existe em nós…
Mais um livro que termina. Deixamo-nos ficar, com o livro nas mãos e o pensamento longe. Pensamos nos breves sorrisos que rasgamos ou na pequena lágrima que se queria formar enquanto líamos. É então que nos apercebemos de algo, algo novo, algo que sempre existiu dentro de nós mesmos sem que nos quiséssemos aperceber e que o João e a Maria nos fez (re) lembrar e descobrir…Algo que somos nós!
E assim, nas folhas daquele livro, outrora sem atenção, fica impresso o florir de sentimentos que sentimos sem queres sentir. Até que novas mãos lhe peguem, novos olhos o leiam e novos sentimentos sejam descobertos, através das mesmas personagens que sussurraram novas palavras sobre nós mesmos…
E pronto…é tudo…se chegaram aqui…parabéns pela coragem…=P (eu só disse que era um divagação, não disse que era interessante…:P)
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00:50 Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
07.10.2005
Ausência deviso a atritos informáticos =P
OLA!!!
Eu sei que estão a desesperar com a minha ausência...
Que ja estão a morrer de saudades, e anseiam que um novo post surja quando abrem a página do meu blog...
Pois, mas os imprevistos acontecem e o meu pc zagou-se comigo. Por isso foi passar umas férias ao serviço de pc-saude para se recompor. ..
Visto que não sei quando o pc-kiatra (LOLOL) lhe vai dar alta...deixo-vos este comunicado, LOL, que sempre é um novo post...para diminuir as saudades!!! lolol
E ja que estou numa de "ausência", deixo aqui uma imagem com uma frase que encontrei por acaso e que gostei.*
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I'LL BE BACK

17:10 Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail
